Posts Tagged ‘futebol’

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Free the zebras!

julho 6, 2010

A Copa do Mundo acabou no domingo de manhã.

Um mês antes, eu queria uma casa mais bonita. Uma casa com mais cara de casa. Com detalhes bonitinhos por todos os lados. Com uma decoração que a diferenciasse de todas as outras casas, tão iguais nessa vila quase soviética onde moro. Estava cansada de tantas portas azuis-turqueza. Achei uma figura de zebra linda e colei na porta. “Qual é o número do quarto de vocês?”. “É só bater na zebra”. Criei nossa identidade. E sorria toda vez que abria ou fechava nossa porta e via a simpática zebrinha colada no fundo azul.

Na madrugada do sábado para o domingo a zebra sofreu um atentado. Eu, na minha ânsia de torcer contra a Argentina, colei um post-it rosa sobre a zebra com os dizeres: “Go Germany!”. Queria me vingar dos argentinos que se infiltraram na torcida brasileira no último jogo, aqui no Hall, e torceram contra até o último segundo. A Alemanha era minha esperança (segurança, na verdade). Dela, NO PASÁRAN!

Me esqueci de retirar o post-it, tão datado. E, domingo de manhã, estava lá a zebra, pichada com os dizeres “Fuck Germany, Go Spain!”.

OI?!

Quase derrubei uma lágrima infantil por ter perdido nossa zebrinha. Ela, que tornava nossas vidas mais doces, foi vítima de um grupo covarde de torcedores espanhóis que a atacou de madrugada, enquanto dormia.

Minha Copa do Mundo acabou ali. A porta doce, também.

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three lions on a shirt #2

junho 21, 2010

Já disse mil vezes e continuo a repetir que quando eu crescer eu quero ser jornalista do Guardian. As pessoas acham que é afetação, mas, juro, não é. A cobertura deles da Copa do Mundo é incomparável. Nem o Extra me faz rir tanto. Até a Folha ecoou o minuto-a-minuto que eles fizeram de Brasil e Costa do Marfim, invocando a vingança do teatro do Rivaldo no cartão vermelho do Kaka, e comparando nosso time a um risoto: consistente e cheio de brilhos.

Ok. Acharam muito Mr. Bean? (eu acho ele um gênio, mas entendo quem não chore de rir com aquela dislexia toda). Então fiquem com os vídeos que eles upam em suas matérias em toda pós-partida da Inglaterra (obrigada, Ney Hayashi, por sempre nos apresentar essas pérolas):

Ok, a idéia é de um site alemão de nome Lego Fussball e, aparentemente, a montagem é feita para a eurocopa e bundesliga desde 2007. Mas como não falo um ‘a’ de alemão e o tempo é curto e a sapucaí é grande, não poderia dar maiores informações sobre as origens do site. Quem souber ou quiser perder umas horas no googletranslate, favor dividir a informação.

De qualquer maneira, fica aí uma segunda razão para continuarmos a torcida pro time do Rooney passar para a próxima fase. Quero mais Lego Fussball!

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three lions on a shirt

junho 19, 2010

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Gente, que zebra é essa?

Primeira copa do mundo fora de casa, no país que inventou o futebol, e o Rooney, meu preferido, não dá conta do recado sozinho?!

Torçam pra Inglaterra passar para a próxima fase. Quero viver um mês de muitos pubs cheios de hooligans e com telões exibindo o jogo na Trafalgar Square. Por enquanto, estamos há duas semanas divididos entre o trabalho e o pub com telão com a Guiness mais barata do mundo, just downstairs. Tenso.

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tucanando o espaço público

julho 2, 2009

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(foto minha, de uma calçada de Marseille-FR)

Decidiu-se por decreto que o espaço público é neutro. E os argumentos sempre são técnicos: não pode ter parada gay na avenida paulista porque o espaço é inadequado. Então, que se enfeude os manifestantes em um estádio de futebol. Quem escolher ver, que vá. Liberdade de expressão, só da porta pra dentro.

Pensou na Fifa? Pois é, essa discussão da comemoração dos jogadores brasileiros está atingindo níveis sarkozynianos insuportáveis. O argumento, técnico, é que os jogadores são uma vitrine muito influente e que, por isso, não podem se manifestar durante o jogo. Agora, estão querendo vetar também o pós-jogo. Além disso, dizem, esporte não se confunde com política nem religião. Hipocrisia pura. Desde quando a Fifa não faz política? Desde quando técnica se separa de política? Desde quando religião se separa de política?

(Não vou nem apelar para o argumento preguiçoso e sem nipe de que propaganda da Nike pode, mesmo que ela explore as criancinhas chinesas na manufatura dos seus sapatos. Passemos.)

O que me incomoda nessa discussão é o argumento da neutralidade do espaço público. A regulamentação das manifestações é algo com o que deveríamos nos preocupar. Ser evangélico, católico ou muçulmano, não é algo separado de ser kaká, lúcio ou sei lá quem. Se eles acreditam que Deus ou Alá os ajudou a ganhar aquela competição, nada mais justo que agradeçam da maneira que acharem que devem. Eles não estão doutrinando ninguém.

Nada mais justo, também, que os atletas manifestem seu desconforto com a situação política de seu país, por exemplo. Não há lugar de maior visibilidade do que o pódio para cerrar os pulsos e dizer “racismo não!”. Mas só pode o que é autorizado, acordado, regulamentado, previsto. Como se um atleta pudesse ser separado da experiência de vida que ele carrega.

Deus que me livre de viver em um mundo higienizado ao ponto de alguém ser proibido de agradecer aos céus pela graça que considera que recebeu. Esconder a religião e a política dentro de casa só faz aumentar a intolerância e a incompreensão daquilo que a gente não conhece. Só me falta, agora, quererem proibir os pregadores da praça da Sé. Delírio, só tem quem defende a neutralidade. O espaço público é um espaço de formação, de embate de ideias, de livre expressão. Deve ser preservado, às custas de a gente só poder pensar e fazer aquilo que já está previsto.

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Lenny é o novo kaká!

fevereiro 3, 2009

Metodologia: termômetro de tendências do orkut!

Lenny, com ele eu caso!

Quero o Lenny Coelho pra mim!

Simplesmente Lenny!

Lenny, além da perfeição!

Um jeito moleque de ser…

O Lenny não é bambi!