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no fundo de cada coisa, há toda coisa real ou possível

agosto 25, 2009

“O organismo define-se pela sua capacidade de dobrar suas próprias partes ao infinito e de desdobrá-las não ao infinito, mas até o grau de desenvolvimento consignado à espécie” (Deleuze, em “A Dobra”).

As dobras de Leibniz são os mil platôs de Deleuze e Guatarri – e as mônadas de Tarde: o mundo todo está dentro daquilo que é mais simples e o que se vê é sempre apenas uma parte. A revelação depende da perspectiva, da parte que é iluminada. Assim como os detalhes de uma obra barroca.

Os vídeos são um registro da revista italiana Domus. Em um artigo sobre a web 3.0, ela criou esse design em que um texto se desdobra em vários outros – e uma imagem, em várias outras. As outras imagens e os outros textos sempre estiveram ali. Sempre estiveram contidos no papel.

Por isso é que Gabriel Tarde diz que “no fundo de cada coisa, há toda coisa real ou possível”.

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hypothesis fingo

julho 30, 2009

Isaac Newton, 1726: “I have not as yet been able to discover the reason for these properties of gravity from phenomena, and I do not feign hypotheses. For whatever is not deduced from the phenomena must be called a hypothesis; and hypotheses, whether metaphysical or physical, or based on occult qualities, or mechanical, have no place in experimental philosophy. In this philosophy particular propositions are inferred from the phenomena, and afterwards rendered general by induction.”

Gabriel Tarde, 1895: “Já que, afinal, o fundo das coisas nos é, a rigor, inacessível, e já que a necessidade de fazer hipóteses para penetrá-lo impõe-se a nós, adotemos claramente esta e a levemoa até o fim. Hypothesis fingo [imagino hipóteses], eu diria ingenuamente. (…) Sejamos exagerados com o risco de passar por extravagantes. Nessa matéria em particular, o temor do ridículo seria o mais antifilosófico dos sentimentos.”