Posts Tagged ‘crise’

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esmola

janeiro 6, 2011

Ontem:

“Moça, me dá um trocado?”

“Não posso.”

[?!] “Não pode por que?”

“Porque não tenho””

“Volta lá dentro [do banco] e tira um pouco”

“Não tenho. Sério. Mas posso te dar um cheque sem fundo. Topa?”

“Pô, até na hora da esmola dá calote. vê se arruma um emprego melhor, dona”.

A gente só vem nessa vida pra ser humilhado. Feliz 2011!

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Paulo Skaf é marxista

abril 23, 2009

Lendo uma tese de doutorado de um economista, eis que encontro essa citação de Marx, o dos furúnculos:

“Desde o século XVIII ressoa o clamor pela redução violenta da taxa de juros, para que o capital a juros se subordine ao capital comercial e industrial, e não inversamente”.

Vai que é sua Skaf!

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sindispam

abril 14, 2009

sou só eu ou todo mundo anda recebendo muito spam de sindicato?

trocaram o “enlarge your penis” por “proteja seus direitos trabalhistas”.

é a precarização do spam!

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bonde da precarização

abril 8, 2009

Acabei de ler que a FOX vai produzir um reality show sobre o desemprego nos EUA. A ideia é que a cada semana os empregados de um pequeno negócio vão escolher alguém pra sair da empresa.

Minha gente! Será que precisa participar de grupos de leitura de sociologia do trabalho pra entender o tamanho da asneira? Os caras pegam uma ideia boa, que é levar a discussão sobre a recessão e suas consequencias à TV, e transformam ela na justificativa das grandes empresas na hora de demitir: cortar gastos. Será que não era a hora de propor outro tipo de formato? Com os trabalhadores enxugando gastos sem enxugar postos de trabalho, diminuindo as margens de lucros dos acionistas, e buscando saídas mais criativas do que a demissão pra driblar a crise? saídas que não responsabilizassem o trabalhador “menos produtivo” ?

Fico até imaginando o tipo de terrorismo que essas pessoas vão viver. O negócio vai ser trabalhar 12h por dia pra mostrar serviço e abrir mão de todos os direitos possíveis pra ficar com emprego. Depois, quando o Costa-Gravas filma “O Corte”, todo mundo acha que aquela história é um delírio da ficção. Não é. Todo dia morrem alguns em algum massacre nos EUA. Fernando Canzian tratou disso aqui e eu não podia ficar mais feliz de ver que alguém observou o padrão entre os massacres e o desemprego. Esse reality show, nessa conjuntura, é um abuso.

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seu madruga é ídolo!

março 4, 2009

seu madruga segurou o rojão na última grande crise e manda o seu recado do Cingapura mexicano

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Baile da Ilha Fiscal

fevereiro 10, 2009

A taxa de desemprego no Zimbábue está em 94%.  São quase 12,5 milhões de pessoas sem emprego, o que corresponde à soma total da população das duas maiores cidades dos EUA: Nova York e Los Angeles.

Se somarmos a população da terceira maior cidade, Chicago, temos um Zimbábue. Um Zimbábue em que, em Nova York e Los Angeles, ninguém tem trabalho, todo mundo passa fome e morre de cólera. E uma Chicago com disparidades sociais gritantes, a doença, a desgraça e a polícia batendo à porta e com um predisente e seus protegidos bebendo 2 mil garrafas de champanhe, comendo 8 mil lagostas, 4 mil porções de caviar, 3 mil patos e 8 mil caixas de Ferrero Rocher em uma única noite – a da comemoração dos seus 85 anos.

Do extermínio dos zimbabuanos, ninguém fala, se é que já ouviram falar de Robert Mugabe e do Zimbábue. Também não vi ninguém expulsando embaixador do Zimbábue – é, vai ver que o Chávez acha que o Zanu-PF, partido do Mugabe, ainda é um partido socialista e realizou a maior reforma agrária do mundo, que exterminou famílias inteiras de fazendeiros ingleses e repassou a propriedade a membros do partido*. A expulsão de um embaixador, por sinal, quase foi fieta por Mubage no ano passado. Em meio às eleições presidenciais – que não ele não venceu, mas tanto faz -, disse que não toleraria a intromissão dos norte-americanos nos assuntos internos do país. Eles continuam não se intrometendo.

Na matéria da Folha Online, um voluntário internacional que trabalha no país explica que as lagostas vão chegar por avião. E que quem quiser ajudar na crise humanitária pode fazer uma doação de 45 ou 55 mil dólares norte-americanos efetuando um depósito na conta do Zanu-PF, o partido de Mugabe. Legal, né?

Alguém podia descobrir petróleo ou lítio no país. Assim, quem sabe, o exército da salvação não saía do Iraque e aparecia lá, pra barbarizar geral.

* Quem quiser conhecer melhor essa história, indico o livro do jornalista zimbabuano Peter Godwin, que foi um dos melhores que li no ano passado: “Quando um Crocodilo Engole o Sol”.

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realidades e realidades

janeiro 23, 2009

Em março, quando oPME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE vier me consultar, espero virar uma estatística “yes, we can!”, pra aproveitar a obamania. Se não rolar, sei que eles vão me chamar de desocupada (quem não tem emprego, mas procura), e que vou fazer um estágio de vivência em identidade da classe operária. E vou me sentir mais classe ópê do que qualquer estudante de luta jamais conseguiu se sentir. Mesmo com ayahuasca. Só não vou causar mais inveja porque vão descambar pro desdém: “pô, justo ela indo pro lado de lá? Vai desagregar, querendo discutir esse falsos problemas”. E vão gritar bem alto no megafone que agora é hora dos trabalhadores do mundo se unirem e darem um basta a Israel e a tudo isso que está aí. Ainda bem que aqui a crise veio no verão. E que a baixada é logo ali…

em tempo:

roubei do ricardo lombardi.