Posts Tagged ‘telona’

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hoje acordei assim, meio lula-lá

fevereiro 4, 2010

Finalmente fui assistir “Lula, o filho do Brasil”. E a história que se segue é tão clichê que só podia ser verdade.

No fim da sessão, enquanto passavam as fotos históricas do presidente junto com as letrinhas, 3 faxineiras entraram pra limpar a sala de cinema. Eu teimei (rá) e fiquei até a última foto. Queria ver Dona Lindu em todo seu arsenal de fotos. E queria ver Lula sem barba, pagando as covinhas. Vi. As três senhouras também. Aí, uma disse pra outra: “esse filme é muito bom. sempre vejo o final. no dia da minha folga vou vir aqui só pra assistir”. Diante da cara de interrogação das outras duas, ela explicou: “sou fã de Lula desde menina. sei da luta dele. é a nossa luta”. Então pronto. Agora assim acabou a sessão.

Lulismos à parte (lo juro!), tudo o que tenho a dizer sobre a peça cinematográfica é que Lula merecia um filme melhor.

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all is love…

janeiro 31, 2010

Daí que em 2004 eu ouvi “Maps” pela primeira vez e me apaixonei pelos Yeah Yeah Yeahs.

Daí que em 2010 assisti “Where the wild things are”, descobri que quero ter um filho de nome Max e uma trilha sonora da Karen O. todinha pra ele.

Pra harmonizar os monstrinhos que vivem dentro da gente:

One, two, ready, go

Grow some big feet, holes in history
Is where you’ll find me, is where you’ll find
All is love, is love, is love, is love

L.O.V.E, it’s a mystery
Where you’ll find me, where you’ll find
All is Love, is love, is love, is love

Hey, ooh
Hey, ooh
Ooh ooh…
All is Love

One, two, ready, go
L.O.V.E, it’s a mystery
Where you’ll find me, where you’ll find
All is love, is love, is love, is love

Ooh ooh…
All is Love, is love, is love, is love…

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super-heróis nas guerras

outubro 31, 2009
fidel e batman

colagens do Agan Harahap, no Format (via RxFresh)

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Cine Paradiso, um adeus

outubro 29, 2009

Depois quando eu digo que a imprensa dessa cidade é amadora, a classe fica toda ofendida “óóóóóóóó!”. Ainda mais depois do prêmio Vladimir Herzog que a EPTV ganhou este ano.

Pois bem.

Hoje foi um dos dias mais tristes da minha relação com a cidade de Campinas. Foi a última sessão de cinema na última sala de cinema do centro da cidade, o Cine Paradiso. Essa sala de cinema podia contar, sozinha, toda a história da minha adolescência. Passava os filmes cults que eu queria consumir e saciava o meu desejo de viver uma Mostra Internacional de Cinema. Foi lá que eu assisti “Casamento à indiana” e que fiz planos de jogar tudo pro alto quando fizesse 25 anos e sair viajando o mundo. Foi lá também que, com a mesma amiga, aguentei uma sessão de tortura do Julio Bressane. Namorei, paquerei, fiz amigos. Mas não mais.

Hoje era o último dia de funcionamento do cinema. Afundado em dívidas, ele fechou as portas. Ás 19h20 ia passar sua última fita. “Amantes”. Não, não tinham uma cópia do filme homônimo à sala de cinema.

Entrei na sala acompanhada pela mesma amiga que sempre esteve lá comigo. Senti aquele cheirinho gostoso de sala de Cine Paradiso. Cheiro de filme, de tinta, de álcool. Tudo junto. Um cheirinho tão familiar que fiquei feliz só de ter entrado ali mais uma vez. Começaram a aparecer os jornalistas pra recolher depoimentos e atrasar a última sessão. Ok. Trabalho feito, rua, né?

Subiram para a sala de projeção, minúscula, que eu visitei depois pra testemunhar o desespero do dono do cinema. 4 jornalistas, 2 deles cinegrafistas, insistiram em entrar na sala ao mesmo tempo para fazer imagens. Esbarraram no projetor. Fim da sessão. Fazia uns 10 minutos, no máximo, que o show tinha começado. Nem deu tempo de nos despedirmos da velha sala de cinema da barão de jaguara.

Saímos a pé, andamos pelo centro e observamos o grande vazio da cidade.

O Cinema Paradiso era o ponto de resistência da circulação de cultura no centro. Morreu e vai deixar muitas saudades…

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arnaldo, me dá um abraço?

junho 30, 2009

Em janeiro de 2007, mandei o e-mail mais sem contexto de toda a minha vida para um grupo de amigos meus: “por favor, não usem LSD!”. Ninguém entendeu nada, lógico, mas eu estava realmente preocupada que alguém entrasse em uma viagem da qual nunca mais conseguisse voltar.

Tinha terminado de ler, naquele mesmo dia, a biografia não-autorizada dos Mutantes (“A Divina Comédia dos Mutantes”, do Carlos Calado), e esse era o meu diagnóstico sobre o fim da banda e a decadência em que Arnaldo Baptista entrou. Uma colega nossa tinha acabado de passar por essa experiência – a da viagem nunca mais interrompida após o uso do ácido – e fiquei desolada com a viagem sem volta do cara mais genial da tropicália. Apesar de, ou até por causa disso, estava crazy in love pelo Arnaldo Baptista. Queria pegar o primeiro ônibus pra Juíz de Fora, baixar na casa dele e dizer: “Dê cá um abraço!”. Não o fiz (ufa!), mas confesso que me encantei com os desenhos que ele faz como forma de terapia e acabei comprando um. Não me arrependo.
desenho_017

Neste final de semana, ao ver Loki, não pude deixar de me emocionar mais uma vez com sua história e quase mandei outro e-mail coletivo – mas, dessa vez, com outros dizeres “não tenham medo de viver!”. Saí da sala de cinema a ponto de comprar mais um desenho do Arnaldo – um jeitinho que encontrei de dar o tão desejado abraço.

O que me comove em sua história é a intensidade com a qual ele sempre procurou viver. Sempre adimirei as pessoas que dão um salto no escuro, confiando que não há motivos pra ter medo do desconhecido. A história dele é a história de um romântico incondicional, que, como tal, experimentou tanto os gozos quanto as dores do mundo num mergulho vertical. Arriscou-se de peito aberto. Em tempos em que a tendência é a de se proteger da vida, suas mazelas e benésses, não posso deixar de achar isso bonito e admirável. Arnaldo Baptista tentou ser feliz de todas as maneiras.

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cinema existencialista

março 6, 2009

– Alô, queria falar com um médico, por favor.

– Pois não.

– Eu não tenho umbigo!

– …

– Eu perdi o meu umbigo!

– ?!

– Estou realmente preocupado, porque o umbigo indica que a gente nasceu. E, se eu não tenho umbigo, eu não nasci! E, se eu não nasci, eu não estou vivo! Eu não existo!!!

(silêncio)

– Será que eu sou Deus?

(diálogo do filme “Número 9”. obrigada, roliúdi! haha)

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papai, quero ser cantora!

dezembro 16, 2008

Scarlett Johansoon lançou um cd. Não quis escutar porque não sou fã da moça nem como atriz – e fiquei ainda mais fã da Penélope Cruz depois do “te apaguei, mosca morta!” que ela deu no novo colírio dos olhos do tarado do Woody Allen em “Vicky, Cristina, Barcelona”.

Pois bem, mas não gosto de ser injusta. E a curiosidade é uma característica que em mim ganha destaque. Demorei, mas fui ouvir o tal cd, que leva o título de “Anywhere I lay my head”. Podia ter passado sem essa. É um atentado ao bom gosto e ressucita o pior do cenário pop dos anos 80. Com um agravante: não dá nem pra rir do colant do Freddie Mercury ou das dancinhas do Milli Vanilli. Alguém, por favor, me ajude a desmascarar essa sonsinha antes que ela lance o segundo cd – o que, por sinal, declarou que fará em breve.