Posts Tagged ‘jornalismo’

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sai pra lá, cameron!

abril 1, 2010

Se nos dias normais a gente já tem que aguentar piadinha na primeira página dos jornais ingleses, imaginem, hoje, que é Fool’s Day?

Pois é.

O Guardian deu um furo fenomenal e descobriu que a campanha do Labour’s Party vai usar a imagem agressiva do Brown (acompanharam a coisa toda do assédio moral?) a seu favor. Eles fabricaram um cartaz com a frase “Step Outside, Posh Boy! Vote Labour, or else” e fizeram uma matéria contando sobre o furo.

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Não vou me alongar na jornalistice.

Só vou contar que a campanha virou febre no Twitter. Tem gente até se reunindo pra fazer camiseta pra vender. E, nessas, o Guardian abriu um pool no Flickr só pra publicar os posters feitos pelos leitores, com sugestões para o Labour usar na sua campanha contra o posh boy, o tory tradição-família-propriedade Cameron.

Tem um melhor do que o outro. Gênios da piada esses british…

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em tempo:

#ficadica brazucada:

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Cine Paradiso, um adeus

outubro 29, 2009

Depois quando eu digo que a imprensa dessa cidade é amadora, a classe fica toda ofendida “óóóóóóóó!”. Ainda mais depois do prêmio Vladimir Herzog que a EPTV ganhou este ano.

Pois bem.

Hoje foi um dos dias mais tristes da minha relação com a cidade de Campinas. Foi a última sessão de cinema na última sala de cinema do centro da cidade, o Cine Paradiso. Essa sala de cinema podia contar, sozinha, toda a história da minha adolescência. Passava os filmes cults que eu queria consumir e saciava o meu desejo de viver uma Mostra Internacional de Cinema. Foi lá que eu assisti “Casamento à indiana” e que fiz planos de jogar tudo pro alto quando fizesse 25 anos e sair viajando o mundo. Foi lá também que, com a mesma amiga, aguentei uma sessão de tortura do Julio Bressane. Namorei, paquerei, fiz amigos. Mas não mais.

Hoje era o último dia de funcionamento do cinema. Afundado em dívidas, ele fechou as portas. Ás 19h20 ia passar sua última fita. “Amantes”. Não, não tinham uma cópia do filme homônimo à sala de cinema.

Entrei na sala acompanhada pela mesma amiga que sempre esteve lá comigo. Senti aquele cheirinho gostoso de sala de Cine Paradiso. Cheiro de filme, de tinta, de álcool. Tudo junto. Um cheirinho tão familiar que fiquei feliz só de ter entrado ali mais uma vez. Começaram a aparecer os jornalistas pra recolher depoimentos e atrasar a última sessão. Ok. Trabalho feito, rua, né?

Subiram para a sala de projeção, minúscula, que eu visitei depois pra testemunhar o desespero do dono do cinema. 4 jornalistas, 2 deles cinegrafistas, insistiram em entrar na sala ao mesmo tempo para fazer imagens. Esbarraram no projetor. Fim da sessão. Fazia uns 10 minutos, no máximo, que o show tinha começado. Nem deu tempo de nos despedirmos da velha sala de cinema da barão de jaguara.

Saímos a pé, andamos pelo centro e observamos o grande vazio da cidade.

O Cinema Paradiso era o ponto de resistência da circulação de cultura no centro. Morreu e vai deixar muitas saudades…

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paraguaias

junho 26, 2008

Quem cresceu na década de 1990 se acostumou a chamar um produto falsificado de paraguaio. Era tanto sacoleiro atravessando a ponte da amizade que comprávamos tranqueiras até dizer chega. As lojinhas de R$ 1,99 são o ápice dessa era, e pareciam a feira da UD. 

As lojinhas de mercadoria barata e suspeita, hoje, são mais associadas aos migrantes chineses e coreanos do que fazem referência aos paraguaios. Meu pai, quando quer se referir a um lugar barato para se comprar mercadoria, sempre diz: “Vai lá no Xing-Ling”.

Quem vai no Xing-Ling sabe o risco que corre. Aquele I-Pod pode funcionar pelos mesmos dois anos que o original, como bem pode “dar pau” na semana seguinte. Uma amiga minha teve que trocar o dela cinco vezes até que ele funcionasse de verdade. Comprou o I-pobre em um dos Xing-Lings da Paulista. Pelo menos, tinha garantia.

Pois é. Ontem, assistindo a uma reportagem do César Tralli sobre adulteração de combustível para o JN, quase morri de rir. O dono de um posto que havia sido autuado no ano anterior mudou o nome do estabelecimento de “Júpter” para “Xing-Ling”. E a cara de pau do cidadão não parou aí. Como o posto ficava em uma esquina, trocou o nome da rua em que o posto anterior estava registrado. Outra rua, outro nome, outro posto. Detesto a bopemania, mas deve ser mesmo um fanfarrão esse dono do Xing-Ling.

Para os curiosos, o vídeo está aqui.