Posts Tagged ‘música’

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WANT!

novembro 19, 2010

O The Guardian está com o especial de Natal “Not Socks Again!” que te ensina a dar presentes diferentes no dia 25. Entre eles, estão esses 3 posters lindos pra beatlemaniacs, como eu, como você, como a vânia. O design é do grupo Mistah, que prestou a mesma homenagem a Mick Jagger e Jimmy Hendrix. WANT!

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legalize djá!

novembro 2, 2010

“Just gonna stay here and watch you burn one. That’s all right because I love the way it smells. Just gonna stand here and watch you get high. That’s all right because it should be legalized”.

Daí vieram uns gênios e fizeram essa versão de “Love the way you Lie” do Eminem (feat. Rihanna) pra defender o ‘sim’ no plebiscito da legalização da marijuana, na califórnia. E vieram outros gênios e colocaram essas tarjas pretas no cigarrinho, pra poder ficar no ar, no youtube. D2, mas mantenha o respeito!

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find the venue you never knew existed

agosto 6, 2010

sou fã de britpop, mas quando vi The Joy Formidable pela primeira vez, não gostei lá muito (ok, era show do paul mccartney e eu queria mesmo era ver ele cantando umas 5 horas). é legal conhecer uma banda nova do país de gales. ainda mais com menina cantando, cheia de atitude. mas a verdade é que achei o som monótono. mas vá lá. é a banda do momento e eu tinha que contar pra vocês. além do que, eles fazem propaganda do meu novo vício: Kopparberg Cider.

pois é. nada de cerveja no verão. a moda é beber muita cidra, de todos os sabores e com muito gelo. e, ah, como vou sentir falta da minha cidrinha on the rocks em terras tupiniquins. como vou…

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cute devendra

julho 26, 2010

devendra-banhart

devendra banhart é toda uma performance ney matogrosso, meu muso. ao vivo, dá pra viver essa intensidade com tanta força que é impossível não se apaixonar. além dos pés descalços e de tocar sentado no chão do palco, ele passou o show inteiro que fez aqui na KOKO cantarolando “I wanna dance with somebody”, da withney houston. e, bom, teve um momento que ele se jogou na balada e fez um cover de uma música bate-cabelo que, olha, não consigo me lembrar qual era (pois é, pessoa demora quase um mês pra escrever sobre o show e não anota nada no caderninho).

enfim, só passei aqui pra compartilhar uma das outras fofo features desse rapaz.

no meio do show, em um daqueles momentos em que a banda vai tomar uma “água” ali atrás, ele convidou alguém do público para se apresentar no palco. “alguém aí tem uma música inédita, que nunca teve coragem de mostrar pra ninguém?”. “gente, tem que ser de verdade”. como um rapaz insistia – pasmem, era o único – ele acreditou na profissão de boa fé e o convidou pra subir. emprestou sua guitarra, o apresentou ao público e voltou uns minutos depois, mais fofo do que nunca. taí o videozinho horroroso que fiz (das limitações materiais da vida, né, seus ricos!).

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=13575478&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1

open stage: a gift from devendra from Pés de Amora on Vimeo.

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a groupie que realizou meu sonho

julho 19, 2010

Em 1965 Sue Baker tinha 15 anos.

Como toda garota inglesa de sua época, ela era uma Beatlemaniac e sonhava conhecer John, Paul, George e Ringo (our beloved Ringo). Um belo dia, ela fez a Mafalda e teve uma iluminação. Depois de ler uma matéria em uma revista dos Beatles, que descrevia a casa de Paul, começou um jogo de caça ao tesouro incansável. E, como toda heroína de romance, ela foi recompensada pelo deus das groupies: encontrou o doce lar de Paul perdido em meio a uma porção de casas que são, aos meus olhos nada ingleses, absolutamente iguais.

Boa moça que era, sempre levava o irmão mais novo a tiracolo – taí Luciana Gimanez de testemunha do que pode acontecer com uma moça solteira quando fica amiga de um rock star.

Bom, só sei que ela passou a ir na casa do Paul todo final de semana, até que um dia ele perguntou se ela visitava os outros bítus. NÃO?! Olha, não sei se Paul tem um bom coração ou se queria se livrar da louca (fico com a segunda opção), só sei que ele pegou o primeiro pedaço de papel que viu na mão e anotou o endereço de TODOS os outros culégas (isso é que é amigo, né, não?).

Ai, Sue, tão sortuda! Os meninos abriram as portas das casas deles pra ela, serviram chá e bateram papo. E, quando eles não estavam em casa, quem a recebia eram as esposas.

Ela deu esse rolê todo final de semana durante dois anos, gastando toda moedinha que ela guardava no cofrinho. O registro dessas visitas está sendo leiloado agora por uma Sue já avó. Entre as recordações, está o envelope onde Paul, o travesso, anotou os endereços dos culégas. Confiram:

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hohoho

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o hermanito

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John

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RINGO!

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george =)

A história inteira está no Daily Mail.

E, bem, como podem reparar, Paul já estava morto.

Por que, né? Cadê a foto dele com ela, minha gente?

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o britpop não morreu

maio 29, 2010

óbvio que não. eu sei. mas é que pouca coisa me emociona mais do que conhecer, sem querer, uma banda que arrebata meu coração.

foi assim: em dezembro fiquei sabendo que o Paul Weller, Godlike Genius Paul, ia fazer uma semana toda de shows no Royal Albert Hall, em maio. Comprei pro dia 27, aniversário de papai, o cara que queria ser John Lennon na adolescência e me apresentou pro rock ‘n roll. fui aconselhada a dar atenção à banda de abertura “Cow and Little Barrie”: “as pessoas não gostam muito, mas eu acho ótimo!”. Dois violões, um menino e uma menina e a pior performance que já vi na vida. sério. coisa de tiozão imitando a madonna em “britain’s got talent 2010”. aguardamos os 15 minutos que lhes cabiam assassinando acordes de violão pra poder ouvir, finalmente, godlikegeniouspaul cantar that’s entertainment só pra mim.

e daí? e daí que, não mais que de repente, sobe outra banda no palco. meu coração bateu forte. eu quis dançar. eu quis ter o encarte do cd pra cantar junto. eu quis ter um telefone sem fio pra imitar microfone e fazer a performance toda junto com a banda – sem ter ninguém por testemunha. eu quis ter 13 anos de novo pra colar um pôster do vocalista atrás da porta do meu quarto. mas, tivesse eu 13 anos, nunca que ia conseguir fazer todas essas coisas. por que, obviamente, não entendi o nome da banda (north england accent, mate?!) e quis que vocês me ajudassem nessa.

tive daquelas idéias que se tem aos 13 e gravei um videozinho pra fazer uma gincana aqui no blog: quem conseguisse descobrir o nome da banda, ganharia um cartão-postal do príncipe Charles (promoção de pobre é assim).

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12141293&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1

brit pop never dies from Pés de Amora on Vimeo.

felizmente vou poupá-los dessa baixaria toda. depois de aplicar uma técnica de jornalismo investigativo que aprendi na última abraji, consegui, finalmente, ter o nome dos meus novos queridinhos em mãos. Je vous présente: Erland and the Carnival (ouçam ‘was you ever see’).

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Erland and the carnival lançou seu primeiro álbum agorinha e é: Simon Tong (ex Verve, Blur, The good, the bad and the queen), Gawain Erland Cooper e David Nock (melhor bateirista que já ouvi tocar na vida). E eles vão tocar no Macmillan’s BrickLane Takeover, 17 de junho, por 20 pounds (junto com um monte de outras bandas legais). bora?


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Joanna

maio 18, 2010

Semana passada perdemos a final do Fullham contra o Atlético de Madri por uma boa razão: fomos ao show da Joanna Newsom.

Confesso que eu tinha uma preguiça mooooor dessa menina. Harpista, gênia aos 20, fofinha e com uma voz deveras ardida. Mas eu sou curiosa. E, nos idos de fevereiro, quando não tinha conseguido comprar ingresso pra ver NENHUM show que eu queria, achei que talvez fosse o momento de aproveitar pra conhecer esse mundo disfarçadamente low profile da ‘musa’ indie.

Ainda bem que compramos os ingressos.

A voz da Joanna é linda ao vivo. Linda. Não entendo o que eles fazem com ela na masterização dos cds, mas é um experiência completamente diferente. E ela é, de fato, uma fofa. Mas fofa dessas que a gente não implica, convida pro chá das 17h. E talvez porque não esperasse muito, ou porque esperasse muita pretensão, posso dizer, sem sombra de dúvidas, que essa foi a melhor experiência musical que tive na vida. A banda dela é impressionante. Nunca vi tanto talento reunido junto. Além do que são ultra simpáticos e fizeram um break só pra contar piadas junto com o público:

Agora o outro vídeo (o zoom é péssimo, eu sei, mas this camera is all i can afford), para vocês terem certeza de que não estou mentindo sobre a voz ao vivo:

Próximo festival indie, levem ela pro Brasil, plis.