Archive for setembro \30\UTC 2008

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wonderwoman

setembro 30, 2008

…dos dias que a gente tem vontade de retribuir todos os sorrisos da vida e ser um pouco adélia prado. fazendo poesia sobre humores que se alternam com suavidade e que deixam a gente forte assim, como esse pequeno colado em um espaço de publicidade de ponto de ônibus. porque não tenho tempo pra mais nada e ser feliz me consome…

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alguns dólares a mais

setembro 29, 2008

Ainda não entendi muito bem como funciona a política de cartões de crédito do Banco do Brasil, mas, pelo que o gerente me explicou, vou pagar as compras que fiz no estrageiro com a cotação do dólar do dia da fatura do cartão. O gerente foi incapaz de me explicar porque funciona assim e se contentou com uma risadinha sarcástica sobre a minha condição financeira: “Não liga não. É um jogo de sorte”.

Eu não joguei nada. E espero que esse tal desse gerente seja mais um desses funcionários mal-informados ou um exemplar típico de que ninguém, nem mesmo quem trabalha com a coisa, entende lhufas de regras econômicas. Ok que nessa era de livre mercado não tem nem regra pra entender, mas gostaria que ele pelo menos pudesse me explicar a lógica de me cobrar a cotação do dólar do dia ‘x’ se eles já pagaram pela minha compra, com outro valor, no dia ‘y’. Vamos aguardar a fatura. Quem sabe pagando, eu entenda.

Até lá, o que me resta é tentar vislumbrar qualquer centelha de compreensão sobre a crise que fez o dólar aumentar e que pode fazer com que eu pague – ou não, vamos torcer. Tudo depende da ignorância e da capacidade didática do ‘meu’ gerente – alguns dinheiros a mais quando a fatura do meu cartão de crédito – essa maldição do capitalismo – chegar.

Benjamin, um amigo sempre atento ao noticiário da BBC, me deu essa dica – após me dar uma aula sobre o assunto na semana passada. A matéria do “Newsnight” é realmente excelente, e ajuda àqueles que nunca lêem o caderno de economia do jornal a entender, ainda que de maneira incipiente, como essa crise dos EUA começou.

O link para o vídeo é este aqui. Eu nem vou tentar explicar pra não correr o risco de ficar com a fama do ‘meu’ gerente. Mas que sei o que é credit default swap, ah, agora sei!!!

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Orxata de Chufa, si us plau!

setembro 23, 2008

(Orxatas na Filosofía, a casa de tapas politicamente correta de Barcelona).

Momento “Sopa Vermelha”, o blog deliciosíssimo da minha prima Fabrícia, aqui no pés de amora.

O Caetano pede, com um por favor em catalão, por uma Orxata de chufas. “Si us plau!”. Foi só no meu último dia de viagem que, ao sentar em um balcão de casa de tapas para tomar o café da manhã, descobri a orxata. “O que é isso?”. O senhorzinho simpático, dono do estabelecimento que só vende produtos “fair trade”, nem tentou explicar: “Toma!”. Deu um pouquinho pra gente provar e disse que as pessoas bebem isso no café da manhã. “É como um cereal”. Sei… Era um caldinho de gosto meio doce meio amargo que não chegou a agradar.

Nessa de querer traduzir um mundo que é seu para um mundo que você imagina que seja o do outro, a gente perde muita coisa. Dei um google na orxata e descobri que este é o nome dado às bebidas preparadas à base de algum vegetal, água a açúcar. Na wikki contam que o nome vem de uma frase dita pelo rei Jaume I, de aragão, após provar a bebida: “Això és or, xata!” (Isso é ouro, querida!). A orxata de chufas é a mais popular e a tal da chufa é um tubérculo (são como as trufas, nascem embaixo da terra) que foi introduzido pelos árabes na Espanha. Eles, que agora moram nos guetos da europa, a trouxeram do Oriente Médio e da África do Norte.

Senti uma moral vegetariana na tal da orxata. É um substituto do leite e pode ser usado para fazer bolos e outras iguarias. Não chega a ser bom, mas dá para acostumar. E não rejeitei como faço com o leite de soja (blergh!). De qualquer maneira, essa moda da comida politicamente correta ainda está longe de me pegar…

(chufas)

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todas as ramblas do planeta

setembro 23, 2008

Vaca Profana é uma música que sempre me causou constragimento. Porque era a Gal cantando de roupa sensual e usando batom vermelho na capa do LP do meu pai. Faz uns dois anos que parei pra ouvi-la de verdade e roubei uma frase do Caetano para mim. Como sempre gostei de Gaudí, quis ser tímida e espalhafatosa como uma de suas torres, chaminés etcéteras. Era assim que diziam que eu era aos dez: espalhafatosa. De derrubar sorvete no pé da minha prima, comer cachorro quente e ir direto para o banho e outras coisinhas mais. Taí, vaca profana ganhou minha simpatia, virou um hino particular e ganhou ainda mais sentido quando pisei nas Ramblas, aquela rua larga cheia de gente fingindo de estátua. Barcelona é uma cidade linda, cheia de energia e te faz querer gritar “Caretas de Paris e New York!” depois de alguns copos de sangría. Pra todas as ramblas do planeta: sem mágoas, estamos aí!