Archive for abril \27\UTC 2009

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mais susan

abril 27, 2009

Depois do Lula, é a vez de Susan Boyle estrear em South Park.

Aqui.

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em tempo

abril 27, 2009

mamãe mandou avisar que tirei 10 na aula de drama.

acho que a moda da bipolaridade me pegou! sou hype!

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de escolhas e limites

abril 25, 2009

Cresci ouvindo que tudo o que acontecia na vida da gente era resultado de nosso trabalho. Sem esforço, não é possível chegar a lugar algum. Exemplos de pessoas que deram certo na vida a duras penas não faltavam e era esse modelo que eu deveria seguir se quisesse ter sucesso e autonomia financeira. Desde cedo estudei muito. Era uma rotina hiper disciplinada. Nunca faltei com as lições de casa, estudava mais do que o professor mandava e fazia trabalhos à parte. Fazia enciclopédias particulares de papel almaço. Era ali, naqueles calhamaços, que eu reunia todo o meu tesouro particular. Mamãe insistia que a riqueza nada mais era do que o saber. Quis saber muito, quis tirar as melhores notas, quis não parar de estudar. Meus pais pararam e nada poderia dar mais orgulho a eles do que ver as filhas diplomadas. E com títulos. Saber é riqueza. Para quem, não sei.

Achei bonito ser intelectual. Não porque desse status. Mas por outros prazeres morais que não sei explicar. Acho que queria ajudar a pensar o mundo, pra ajudar a consertar. Mas nunca nem tinha ouvido falar de Antonio Candido, Sérgio Buarque de Hollanda e tantos outros antes de vivenciar uma festa de faculdade e de entender, na carne, o conceito de “bandeijar”. Insisti. Achei ainda mais bonito saber daquilo tudo e ler todos aqueles livros. Fiz como no vestibular e estudei, estudei e estudei até cansar. No vestibular, pouco adiantou acordar diariamente às 7h e estudar direto até por volta do meio-dia. Na verdade me convenci de que era bonito ser intelectual, carreira que escolhi por acidente, já que o queria mesmo era passar na USP e fazer jornalismo. Não deu. Mesmo com a vida toda passada em escola particular, tirando as melhores notas e usando quase todo o meu tempo livre para os estudos. Uma colega filha de pais que cursaram a universidade me disse que eu tinha perfil para Ciências Sociais e eu me inscrevi, na falta de curso melhor na área de humanas na Unicamp. Passei. Menos por mérito e menos por sorte do que por uma questão numérica de candidato/vaga. Cursei porque cresci ouvindo que se me pagavam escola particular era pra estudar em escola pública e pra passar no vestibular. Tinha vergonha de fazer cursinho. Criei a narrativa, tive umas aulas com o Octavio Ianni, e achei bonito ser intelectual.

A vida veio me perguntar se eu tinha certeza logo que eu me formei. Até então, ia seguir carreira acadêmica. Falta de opção disfarçada do discurso de que nada mais bonito do que ter título de mestre e de doutor. Mas me saudaram a dívida de toda aquela dedicação à Matemática, Química e Física dos anos de estudo para o vestibular e me ofereceram uma oportunidade de trabalhar como jornalista. Bati e voltei. Acho que por orgulho. Não suportava a ideia de não ser boa naquilo que estava aprendendo a fazer. Na academia, me ofereceram os louros de um segundo lugar em um concurso de mestrado. Me deixei enganar pelo discurso da meritocracia e escolhi o caminho confortável. Covardia, medo ou as duas coisas. Quis mostrar que era bonito ser intelectual, mas me esqueci do fundamental: não sou herdeira. Um curso tão apartado do mercado de trabalho quanto este, não poderia me levar a outro caminho que não o da necessidade financeira. Apavorada com a falta de possibilidades, dou espaço à angústia e à tristeza. A raiva cresce e, com ela, a busca por culpados.

O fato é que essa ética do trabalho me cegou para o fato de que a meritocracia nem sempre funciona. Trabalho duro e disciplinado nem sempre traz riqueza e resultados. Muito menos o faz, o acúmulo de conhecimento. A falta de responsabilidade foi minha em ousar escolher uma carreira que pouco tem a ver com o meu perfil: ninguém na minha família é erudito, rico, artista, político ou ocupa posição de destaque nas esferas de poder. E a carreira de intelectual pede um acúmulo de capital cultural ou uma disponibilidade de tempo livre para os estudos que a minha família não tem estrutura para me dar. Já tinha percebido esse limite antes, mas quis ultrapassar. Quis ser a exceção, o Sílvio Santos dos camêlos. Mas, chegando aos vinte e cinco anos, morando na casa dos pais e sem dinheiro entrando na conta do banco, fica difícil alimentar essa vaidade. Sim, porque olhando agora, com os currículos retornando com silêncios e negativas e os concursos me mostrando que tanta dedicação aos estudos, mais uma vez, não me ajuda a conquistar uma vaga concorrida, esse mestrado que passou e esse doutorado que está não passam de vaidades. Há um limite material para as escolhas que a gente faz na vida. Por isso, talvez, seja tempo de repensá-las.

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envelhecer faz bem

abril 24, 2009

Ricky, que shampoo é esse que você usa, gato?

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cry me a river

abril 24, 2009

Daily Record descobriu a primeira música gravada por Susan Boyle, o frisson da semana. É “Cry me a river”,  em uma faixa de um cd de 1999 que teve apenas 1000 cópias.

ps: se a wikkipedia não estiver mentindo, a história da música é sensacional.

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Paulo Skaf é marxista

abril 23, 2009

Lendo uma tese de doutorado de um economista, eis que encontro essa citação de Marx, o dos furúnculos:

“Desde o século XVIII ressoa o clamor pela redução violenta da taxa de juros, para que o capital a juros se subordine ao capital comercial e industrial, e não inversamente”.

Vai que é sua Skaf!

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prefiro não

abril 22, 2009

Dez palavras/expressões que deveriam ser abolidas dos textos acadêmicos:

1) em última instância

2) estrutural

3) determinante/determinado

4) dito de outra forma

5) nesse sentido

6) esferas da vida

7) ademais

8) conformação

9) apregoar

10) exegese