Archive for novembro \27\UTC 2008

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estrela cadente…

novembro 27, 2008

… transforme um dia da Terra em um dia Venusiano?


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(1 dia em Vênus = 243 dias terrestres. Gentezinha que sabe viver, viu?)

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av. palestina, 417, apto. J5

novembro 18, 2008

…hoje tive vontade de soltar pipa rosa no parque taquaral. vontade de passar o dia entre o bazar e o “M3”, onde a folha de papel de seda virava rabiola e vela para o vento, onde o palito de churrasco picava a ponta dos dedos e onde havia cheiro de cigarro disfarçado pelo do café com leite e do pão com toddy. vi aquele apartamento pela janela da minha casa, que era enorme, e de onde meu pai atirava com espingarda de chumbinho lá no campinho de futebol, do outro lado da cerca, ou no portão das casas em frente. tive saudade de escorregar na grama, machucar o joelho, dar topada com o dedão do pé, virar porco espinho e brincar de “a vizinha deu banana estragada”. no box do banho, pra tirar a sujeira, a gente passava espaguetti pelo buraco enquanto esperava ele cozido e com molho vermelho, sem queijo. e eu tinha certeza que o vapor da água do chuveiro deixava a pasta mole. colecionava pedaços de sabonete cares. tirava pedacinhos redondos com o chuveirinho e guardava num pote de desodorante em creme vazio, de rosquear, da vovó. era minha coleção de rubis, safiras e esmeraldas. que eu usava nos rituais sagrados das bruxas em dia de socar pétala de flor pra produzir magia. e eu descia as escadas pelo corrimão, escorregando, numa altura que parecia sem fim, pra pegar carta na caixinha do correio cheirando a tinta fresca. ela só enchia no Natal, com um monte de cartão bonito. os vizinhos chineses, sempre com a porta aberta, davam ‘oi’ e espiavam. de vez em quando, eu chegava em casa e o velhinho que montava quadro de quebra-cabeça estava lá, usando o telefone. me levava pra ver cada um que ele tinha montado, me ensianava a colar as peças e, um dia, me deu um piterodátilo que fabricou de caixinhas de isopor de supermercado. desenhou, recortou e encaixou cada ossinho daquele dinossauro, que era moda em 94. penduramos no teto, do lado do pôster da xuxa, colado no “ármario que era muito difícil de limpar”, segundo a minha mãe. eu assinei meu nome dentro, fiz coração, toquei o terror. queria minha marca naquele pedaço de viga de madeira. o mesmo com a mesa redonda da sala, que abria no meio e ficava maior. moderna que só. era ali que eu fazia lição de casa, comia e espalhava minha coleção de papel de cartas. ao lado, ficava uma samambaia bonita, onde morava meu pai quando passava muito tempo fora de casa. o telefone era de girar. a mesa de centro era a lombada do carro da barbie. e a vida era leve como a pipa rosa do tio leonel. que jogou os cigarros fora e que eu via pelo espelho grande do seu quarto, da janela grande de casa…

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Os livros nos livros

novembro 17, 2008

Sou chegada em livros idosos, tipo esses aí da foto do cabeçalho do blog. Sempre fico imaginando quantas pessoas já não leram o livro que estou lendo e adoro quando pego um, sem querer, com o nome do doador famoso. (O último que peguei era do zé graziano. Falava sobre alternativas econômicas. Intocado.)

O legal mesmo é quando a gente encontra alguma anotação perdida com aquela mesma letra que assinava a folha de rosto. Sempre achei uma emoção ver o que o Sergio Buarque de Holanda escrevia nas partes brancas de seus livros. Dá pra ver lá na coleção não-circulante que leva o nome dele, na Biblioteca Central da Unicamp. Teve uma menina que baseou sua pesquisa nisso: nos comentários do Sergio. 

Fico imaginando que se um dia eu virar coleção de biblioteca, vou ter que esconder todos os meus exemplares com comentários na margem. Eles vão da infantil interjeição “dã!” ao mais sincero julgamento gastronômico sobre o queijo produzido pelos Nuer “nham!” (os nuer fabricam seus queijos misturando o leite da vaca com o seu xixi). Pelo menos, eu me divirto. Mas com os xerox dos livros, ou com os meus livros.

Agora, o sensacional é quando a gente pega aquele livro com comentários igual no word: cada comentador, uma cor. Hoje, lia um assim: era um grifo à lápis, outro de caneta azul, outro de caneta vermelha e, como se não bastasse, um baita dum grifa texto amarelo-ensaio-sobre-a-cegueira. Queria sair pelo mundo gritando “Vândalos!”, mas a risada me conteve. Alguma trainee de bárbara castro pegou a caneta vermelha, grifou três linhas, fez um colchete e carimbou: “malandrão!”. Ai, ai, ai… essa minha geração….

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espaço público

novembro 16, 2008

politica

A foto é de Adriana Lisboa, em Paris, pelo controvertido Amores Expressos da Cia. das Letras.

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Please, don't watch me dancing…

novembro 8, 2008

Desde o dia 4 estão no myspace todas as músicas do Little Joy, do Fabrizio Moretti (o brazuca dos strokes), Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos) e Binky Shapiro (minha veia Pagu não pode deixar de notar que a única referência que encontrei da moça é que ela é namorada do Moretti. ê laiá!).

Lindinhas! Ouçam aqui.

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Please, don’t watch me dancing…

novembro 8, 2008

Desde o dia 4 estão no myspace todas as músicas do Little Joy, do Fabrizio Moretti (o brazuca dos strokes), Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos) e Binky Shapiro (minha veia Pagu não pode deixar de notar que a única referência que encontrei da moça é que ela é namorada do Moretti. ê laiá!).

Lindinhas! Ouçam aqui.