Archive for agosto \26\UTC 2009

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da saudade

agosto 26, 2009

o coração é egoísta. quer viver tudo agora. reclama que a gente se esconde em burocracias, contas, arrumações, afazeres mil, compromissos inadiáveis, importâncias sem sentido e nisso e naquilo que é do dia-a-dia e que deixa a gente assim, tão distantes dos sentimentos. no silêncio, na ausência, na calma, a gente se dá conta do desperdício. do tempo vertido em desprazeres. o coração reclama porque não aguenta mais adiamentos sem reposições nem separações programadas. quer viver seu egoísmo e não lhe tiro a razão. fosse eu só sentimento, dedicaria todo o meu tempo a não sentir tanta saudade…

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no fundo de cada coisa, há toda coisa real ou possível

agosto 25, 2009

“O organismo define-se pela sua capacidade de dobrar suas próprias partes ao infinito e de desdobrá-las não ao infinito, mas até o grau de desenvolvimento consignado à espécie” (Deleuze, em “A Dobra”).

As dobras de Leibniz são os mil platôs de Deleuze e Guatarri – e as mônadas de Tarde: o mundo todo está dentro daquilo que é mais simples e o que se vê é sempre apenas uma parte. A revelação depende da perspectiva, da parte que é iluminada. Assim como os detalhes de uma obra barroca.

Os vídeos são um registro da revista italiana Domus. Em um artigo sobre a web 3.0, ela criou esse design em que um texto se desdobra em vários outros – e uma imagem, em várias outras. As outras imagens e os outros textos sempre estiveram ali. Sempre estiveram contidos no papel.

Por isso é que Gabriel Tarde diz que “no fundo de cada coisa, há toda coisa real ou possível”.

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antropologia e arte

agosto 19, 2009

Saiu o primeiro número da Revista Proa, a revista de antropologia e arte nascida a partir de um grupo de estudos de alunos do meu querido IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas), da Unicamp.

Além dos artigos científicos, a revista conta com duas exposições virtuais: a de Clotilde Lainscek e a de Gavin Adams. As fotos abaixo são da Galeria da Clotilde.

Leiam e divulguem =)

Sem título, 1994.

Fotografia: Rômulo Fialdini

Sem título, 2003

Fotografia: Fernando Pião

Sem título, 1998

Fotografia: Clotilde Lainscek

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do amor e das suas saudades

agosto 10, 2009

Amor, de tarde

(Mario Benedetti)

É uma lástima que não estejas comigo
quando olho o relógio e são quatro
e acabo a planilha e penso dez minutos
e estiro as pernas como todas as tardes
e faço assim com os ombros para afrouxar as costas
e dobro os dedos e lhes tiro mentiras.

É uma lástima que não estejas comigo
quando olho o relógio e são cinco
e sou um punho que calcula interesses
ou duas mãos que saltam sobre quarenta teclas
ou um ouvido que escuta como late o telefone
ou um tipo que faz números e lhes tira verdades.

É uma lástima que não estejas comigo
quando olho o relógio e são seis
podias aproximar-te de surpresa
e dizer-me: Como vais? E ficaríamos
eu com a mancha vermelha de teus lábios
tu com a marca azul de meu carbono.

(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)

Um presente de Leandrumberto.

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para ler os clássicos

agosto 9, 2009

toda a solenidade necessária para ler os clássicos ou “as bibliotecas mais lindas do mundo”:

HANDELINGENKAMER-TWEEDE-KAM ()Handelingenkamer Tweede Kamer Der Staten-Generaal Den Haag, the Hague, Netherlands

900888676_ce0f02a9d0George Vanderbilt’s Biltmore House Library, Asheville, N.C., USA

BNF-PARIS ()Bibliothéque Nationale de France, Paris, France

Herzog August Library, Wolfenbüttel, GermanyHerzog August Library, Wolfenbüttel, Germany

Peabody LibraryGeorge Peabody Library, Baltimore, Maryland, USA

Queen's College Library, OxfordQueen’s College Library Oxford

Sansovino's Library 2Sansovino Library, Rome, Italy

Real Gabinete Portugues De Leitura Rio De Janeiro 3Real Gabinete Portugues De Leitura Rio De Janeiro, Brazil

aqui, via @tuttyupie.