Archive for julho \27\UTC 2010

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bééééééé

julho 27, 2010

olha, depois dessa tem quem vá achar que moramos na roça e não no centro de londres.

mas essas são nossas vizinhas de porta.

nossas amáveis vizinhas de porta.
=)

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cute devendra

julho 26, 2010

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devendra banhart é toda uma performance ney matogrosso, meu muso. ao vivo, dá pra viver essa intensidade com tanta força que é impossível não se apaixonar. além dos pés descalços e de tocar sentado no chão do palco, ele passou o show inteiro que fez aqui na KOKO cantarolando “I wanna dance with somebody”, da withney houston. e, bom, teve um momento que ele se jogou na balada e fez um cover de uma música bate-cabelo que, olha, não consigo me lembrar qual era (pois é, pessoa demora quase um mês pra escrever sobre o show e não anota nada no caderninho).

enfim, só passei aqui pra compartilhar uma das outras fofo features desse rapaz.

no meio do show, em um daqueles momentos em que a banda vai tomar uma “água” ali atrás, ele convidou alguém do público para se apresentar no palco. “alguém aí tem uma música inédita, que nunca teve coragem de mostrar pra ninguém?”. “gente, tem que ser de verdade”. como um rapaz insistia – pasmem, era o único – ele acreditou na profissão de boa fé e o convidou pra subir. emprestou sua guitarra, o apresentou ao público e voltou uns minutos depois, mais fofo do que nunca. taí o videozinho horroroso que fiz (das limitações materiais da vida, né, seus ricos!).

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=13575478&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1

open stage: a gift from devendra from Pés de Amora on Vimeo.

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a groupie que realizou meu sonho

julho 19, 2010

Em 1965 Sue Baker tinha 15 anos.

Como toda garota inglesa de sua época, ela era uma Beatlemaniac e sonhava conhecer John, Paul, George e Ringo (our beloved Ringo). Um belo dia, ela fez a Mafalda e teve uma iluminação. Depois de ler uma matéria em uma revista dos Beatles, que descrevia a casa de Paul, começou um jogo de caça ao tesouro incansável. E, como toda heroína de romance, ela foi recompensada pelo deus das groupies: encontrou o doce lar de Paul perdido em meio a uma porção de casas que são, aos meus olhos nada ingleses, absolutamente iguais.

Boa moça que era, sempre levava o irmão mais novo a tiracolo – taí Luciana Gimanez de testemunha do que pode acontecer com uma moça solteira quando fica amiga de um rock star.

Bom, só sei que ela passou a ir na casa do Paul todo final de semana, até que um dia ele perguntou se ela visitava os outros bítus. NÃO?! Olha, não sei se Paul tem um bom coração ou se queria se livrar da louca (fico com a segunda opção), só sei que ele pegou o primeiro pedaço de papel que viu na mão e anotou o endereço de TODOS os outros culégas (isso é que é amigo, né, não?).

Ai, Sue, tão sortuda! Os meninos abriram as portas das casas deles pra ela, serviram chá e bateram papo. E, quando eles não estavam em casa, quem a recebia eram as esposas.

Ela deu esse rolê todo final de semana durante dois anos, gastando toda moedinha que ela guardava no cofrinho. O registro dessas visitas está sendo leiloado agora por uma Sue já avó. Entre as recordações, está o envelope onde Paul, o travesso, anotou os endereços dos culégas. Confiram:

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hohoho

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o hermanito

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John

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RINGO!

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george =)

A história inteira está no Daily Mail.

E, bem, como podem reparar, Paul já estava morto.

Por que, né? Cadê a foto dele com ela, minha gente?

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free the zebras – update

julho 14, 2010

gajos,

comprei a briga, mas não contei o fim da história.

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essa foi a zebra ferida de estética. e daí que eu tirei ela da porta – pra não parecer que eu estava insultando meus queridos amigos alemães – e deixei um recadinho:

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e eles foram doces. tão doces que eu quase derrubei outra lágrima infantil. analisem:

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e daí, gente, que eu amaciei meu coração e não torci contra a espanha no domingo. e, de quebra, ganhei uma nova zebra, bem brasileirinha, pra decorar meu azul-hospital e dar vida nova, de novo, a esse corredor de portas iguais.

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a vida é boa novamente =)

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verão

julho 13, 2010

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roubei daqui

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Free the zebras!

julho 6, 2010

A Copa do Mundo acabou no domingo de manhã.

Um mês antes, eu queria uma casa mais bonita. Uma casa com mais cara de casa. Com detalhes bonitinhos por todos os lados. Com uma decoração que a diferenciasse de todas as outras casas, tão iguais nessa vila quase soviética onde moro. Estava cansada de tantas portas azuis-turqueza. Achei uma figura de zebra linda e colei na porta. “Qual é o número do quarto de vocês?”. “É só bater na zebra”. Criei nossa identidade. E sorria toda vez que abria ou fechava nossa porta e via a simpática zebrinha colada no fundo azul.

Na madrugada do sábado para o domingo a zebra sofreu um atentado. Eu, na minha ânsia de torcer contra a Argentina, colei um post-it rosa sobre a zebra com os dizeres: “Go Germany!”. Queria me vingar dos argentinos que se infiltraram na torcida brasileira no último jogo, aqui no Hall, e torceram contra até o último segundo. A Alemanha era minha esperança (segurança, na verdade). Dela, NO PASÁRAN!

Me esqueci de retirar o post-it, tão datado. E, domingo de manhã, estava lá a zebra, pichada com os dizeres “Fuck Germany, Go Spain!”.

OI?!

Quase derrubei uma lágrima infantil por ter perdido nossa zebrinha. Ela, que tornava nossas vidas mais doces, foi vítima de um grupo covarde de torcedores espanhóis que a atacou de madrugada, enquanto dormia.

Minha Copa do Mundo acabou ali. A porta doce, também.

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summer camp

julho 1, 2010

a gente acorda tarde que é pra dormir tarde e aproveitar um sol que só apaga às 22h. mas é mentira. a gente trabalha e, quando vê, o sol já apagou sem eu nem mesmo ter ido dar “bom dia”. de vez em quando, invento de ler na praça, encostada na árvore, sentada na grama. é fresco, é gostoso, é inspirador. mas só de vez em quando. eu me enredo na preguiça. me enredo no conforto. me enredo no pijama que não preciso tirar nunca mais. no cabelo que não preciso arrumar. na aparência que ninguém precisa conhecer. só eu. só ele. e começo a me sentir feia sem saber por que. e começo a me sentir morta sem saber por que. e começo a me sentir down sem saber por que. e é tudo tão óbvio, não? o sol está lá fora. depois de tanto tempo, ele está lá fora. e a gente, que se acostumou a se acostumar, se esquece que um dos maiores prazeres da vida é aproveitar um céu azul com brisa de 25ºC sentados na grama da praça na frente de casa. na praça que tem a ovelhinha tosqueada e, de vez em quando, um sorveteiro pra aliviar um verão ameno, um verão que eu desperdiço lendo dentro do studio. a gente se acostumou a se acostumar. mas não mais. eu quero poder sentir saudade dessa outra rotina. dessa que eu não vou poder repetir em são paulo, por falta de uma praça a cada 5 minutos de caminhada. é tempo de se acostumar com coisas novas.