Posts com Tag ‘telona’

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cinema existencialista

Março 6, 2009

- Alô, queria falar com um médico, por favor.

- Pois não.

- Eu não tenho umbigo!

- …

- Eu perdi o meu umbigo!

- ?!

- Estou realmente preocupado, porque o umbigo indica que a gente nasceu. E, se eu não tenho umbigo, eu não nasci! E, se eu não nasci, eu não estou vivo! Eu não existo!!!

(silêncio)

- Será que eu sou Deus?

(diálogo do filme “Número 9″. obrigada, roliúdi! haha)

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papai, quero ser cantora!

Dezembro 16, 2008

Scarlett Johansoon lançou um cd. Não quis escutar porque não sou fã da moça nem como atriz – e fiquei ainda mais fã da Penélope Cruz depois do “te apaguei, mosca morta!” que ela deu no novo colírio dos olhos do tarado do Woody Allen em “Vicky, Cristina, Barcelona”.

Pois bem, mas não gosto de ser injusta. E a curiosidade é uma característica que em mim ganha destaque. Demorei, mas fui ouvir o tal cd, que leva o título de “Anywhere I lay my head”. Podia ter passado sem essa. É um atentado ao bom gosto e ressucita o pior do cenário pop dos anos 80. Com um agravante: não dá nem pra rir do colant do Freddie Mercury ou das dancinhas do Milli Vanilli. Alguém, por favor, me ajude a desmascarar essa sonsinha antes que ela lance o segundo cd – o que, por sinal, declarou que fará em breve.

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Babel

Junho 4, 2008

Outro dia fui assistir um filme do Andrzej Wajda, um cineasta polonês engajadíssimo, na Casa do Lago da Unicamp. Me senti em uma daquelas sessões bem cults da Mostra Internacional de Cinema de SP: um filme que ninguém nunca viu, numa língua que ninguém entende e com uma legenda que não é em português.

Cheguei 5 minutos atrasada, tropeçando no escuro da sala de cinema improvisada e morrendo de medo de sentar no colo de alguém. Escolhi a primeira cadeira que tive certeza de estar vazia e sentei. Esperei minha retina se acomodar e olhei em volta: nada. Rá! Sessão privê e o filme rolando? Pedi pra voltar. “Não dá, vai atrasar a próxima sessão!”. Só por Deus… Mas o filme é ótimo. Ainda mais pra quem curte a temática operária, como eu.

“Homem de Ferro”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 1981, é um registro da fundação do Solidariedade, que é meio que o PT da Polônia. Por quê? O filme conta a história do Lech Walessa, trabalhador de um estaleiro em Gdansk, um dos fundadores do Solidarnosc e futuro presidente do país (vai ser eleito em 1990). Ele aparece na cena política do país na década de 1980, quando em meio à crise econômica o estaleiro se torna o bunker de uma greve geral. Para organizá-la, fundam o Solidariedade. Repressão, mortes e vitória após a resistência. O mais legal é que a história é contada através da apuração que um jornalista faz da agitação toda. Vale a pena assistir. Mesmo com aquelas frases curtas em inglês após uns 2 minutos de fala em polonês. Tem que confiar, fazer o quê?