(Orxatas na Filosofía, a casa de tapas politicamente correta de Barcelona).
Momento “Sopa Vermelha”, o blog deliciosíssimo da minha prima Fabrícia, aqui no pés de amora.
O Caetano pede, com um por favor em catalão, por uma Orxata de chufas. “Si us plau!”. Foi só no meu último dia de viagem que, ao sentar em um balcão de casa de tapas para tomar o café da manhã, descobri a orxata. “O que é isso?”. O senhorzinho simpático, dono do estabelecimento que só vende produtos “fair trade”, nem tentou explicar: “Toma!”. Deu um pouquinho pra gente provar e disse que as pessoas bebem isso no café da manhã. “É como um cereal”. Sei… Era um caldinho de gosto meio doce meio amargo que não chegou a agradar.
Nessa de querer traduzir um mundo que é seu para um mundo que você imagina que seja o do outro, a gente perde muita coisa. Dei um google na orxata e descobri que este é o nome dado às bebidas preparadas à base de algum vegetal, água a açúcar. Na wikki contam que o nome vem de uma frase dita pelo rei Jaume I, de aragão, após provar a bebida: “Això és or, xata!” (Isso é ouro, querida!). A orxata de chufas é a mais popular e a tal da chufa é um tubérculo (são como as trufas, nascem embaixo da terra) que foi introduzido pelos árabes na Espanha. Eles, que agora moram nos guetos da europa, a trouxeram do Oriente Médio e da África do Norte.
Senti uma moral vegetariana na tal da orxata. É um substituto do leite e pode ser usado para fazer bolos e outras iguarias. Não chega a ser bom, mas dá para acostumar. E não rejeitei como faço com o leite de soja (blergh!). De qualquer maneira, essa moda da comida politicamente correta ainda está longe de me pegar…
(chufas)




