Festa sem eles não é festa!

Já reparou como a gente só recebe e-mail com coisa pra comprar? Queria que os spams fossem propostas de trabalho. Aí sim as coisas fariam mais sentido!

Em março, quando oPME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE vier me consultar, espero virar uma estatística “yes, we can!”, pra aproveitar a obamania. Se não rolar, sei que eles vão me chamar de desocupada (quem não tem emprego, mas procura), e que vou fazer um estágio de vivência em identidade da classe operária. E vou me sentir mais classe ópê do que qualquer estudante de luta jamais conseguiu se sentir. Mesmo com ayahuasca. Só não vou causar mais inveja porque vão descambar pro desdém: “pô, justo ela indo pro lado de lá? Vai desagregar, querendo discutir esse falsos problemas”. E vão gritar bem alto no megafone que agora é hora dos trabalhadores do mundo se unirem e darem um basta a Israel e a tudo isso que está aí. Ainda bem que aqui a crise veio no verão. E que a baixada é logo ali…
em tempo:
roubei do ricardo lombardi.

queria que existisse expansão de memória pra cabeça. e que tivesse Ctrl + Alt + Del pra destravar o pescoço e a cacunda. e que o word fosse que nem nintendo wii pros nossos pensamentos. e que organizasse todas as idÉIas com eficiência de excel. e que o mundo todo fosse um paraíso de ar condicionado a 23º soprando num rosto suado sem dar gripe, dor de garganta ou outra coisinha qualquer, dessas que nos obriga a ir até a farmácia, subir na balança e se arrepender do doce que comeu no final de semana. queria a vida assim, mais cheia desses detalhes, pra gastar o tempo-dinheiro só com o que é bom. ainda bem que ando desprecisada de arrumar desculpas pra sorrir.

Não tem nada mais chato do que escrever sobre uma coisa com a qual a gente não se identifica mais. Depois que eu peguei a foice pra capinar o quintal de casa e o martelo pra pendurar quadros na parede, ler ortodoxias começou a me fazer mal. Eu achava que ser de esquerda era saber ditar a bíblia d’O Capital ou descobrir, em qualquer artigo, que tá dominado, tá tudo dominado. Ainda não sei se foram meus hormônios revolucionários da juventude que se perderam no pote de Natura Chronos +25 ou se conversar com pessoas que pensam diferente me transformou em alguém melhor. Tudo o que sei é que é pesado dar continuidade a um projeto de pesquisa que começou com uma resposta pronta. A sabedoria que fica disso tudo é que a vida ensina e que, no Doutorado, é o mundo quem vai me abrir os olhos e me proporcionar descobertas. E não os livros e o M + D = D’. Faço como Fernando Henrique e rejeito, desde já, este meu primeiro passo como pesquisadora: “Esqueçam o que escrevi!!!”. O processo está sofrido, mas faço o que posso para que esse pequeno Frankstein fique o menos parecido possível com um livro de receitas marxista….

… tá a cara do Paul Stanley, hein, gata?
ps: sou analfabeta funcional no wordpress, mas clica aí na fotinho que ela cresce!